Visitar Lisboa levanta sempre o mesmo dilema: por onde começar? A cidade tem tantos bairros com carácter e tanta história por descobrir que pode ser difícil escolher. É por isso que cá nas Suites e Apartamentos Cheese & Wine estamos sempre prontos a partilhar o que sabemos — não só os sítios óbvios, mas também as ruelas escondidas e os cantinhos que pouca gente conhece.
No espírito da nossa "hospitalidade feita à mão", lançámos recentemente um projecto de vídeo — uma série de pequenos guias em que mostramos Lisboa aos nossos hóspedes (e a toda a gente que queira descobrir a cidade), com sugestões e dicas de quem cá vive. Porque nos importamos com a vossa estadia em Lisboa, queremos ajudar a orientar-se por estes bairros e tornar tudo um pouco mais fácil.
E como somos uma casa de família, são os donos Sérgio e Filipa — com os filhos Vicente e Lourenço — que vos levam a passear, partilhando os lugares de que mais gostam e fazendo-vos sentir em casa como verdadeiros lisboetas.
Vale a pena dedicar uns minutos ao vídeo aqui em baixo. Temos a certeza de que também se vão apaixonar por Lisboa.
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Roteiro: O Primeiro Dia em Lisboa
O ponto de partida é o coração histórico da cidade: os bairros inconfundíveis de Graça, Alfama e da Sé. São bairros que preservaram a alma e o carácter de Lisboa, encostados a algumas das sete colinas. A luz que vem do Tejo ilumina estas encostas e faz brilhar as igrejas claras e os edifícios cobertos de azulejos coloridos.
Para os que gostam de caminhar, as subidas valem a pena — lá em cima, as vistas são de tirar o fôlego.
Mas aqui fica uma dica: depois de um bom pequeno-almoço nas nossas suites, a melhor forma de chegar ao ponto mais alto da cidade é de eléctrico histórico.

Apanhem os eléctricos 25 e 28, por esta ordem
A partir da nossa localização em Santos (na Calçada Marquês de Abrantes), caminhem até ao Largo de Santos e apanhem o eléctrico 25, que passa pela Lapa e pela Estrela. Não percam a Basílica da Estrela, uma das igrejas mais imponentes de Lisboa, ao longo do percurso.
Saiam nos Prazeres e mudem para o eléctrico 28. Procurem lugar à janela — aqui ainda é fácil, ao contrário do que acontece no Martim Moniz, onde as filas de turistas tornam isso praticamente impossível. O 28 leva-vos numa autêntica viagem pelos principais bairros da cidade, atravessando Lisboa em direcção às suas colinas históricas.

Portas do Sol
Podem sair nas Portas do Sol — um terraço aberto e luminoso com vistas fantásticas sobre Alfama, com os seus telhados cor de tijolo e o azul do Tejo ao fundo. Reconhecerão este ângulo em mil postais de Lisboa; é o lugar certo para aquela fotografia romântica e panorâmica da cidade.

Os miradouros da Graça
Para poupar nas caminhadas, continuem de eléctrico até ao Largo da Graça e aproveitem os dois magníficos miradouros que oferecem vistas incríveis sobre Lisboa — sítios que já inspiraram fotógrafos, poetas e músicos ao longo dos anos.
O primeiro é o Miradouro da Graça, um terraço ao ar livre com a Esplanada da Graça, onde podem tomar um café, um copo de vinho ou petiscar enquanto admiram o Castelo de São Jorge, a Baixa lá em baixo, o Tejo e a Ponte 25 de Abril. Aqui está um busto da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen, que escreveu sobre Lisboa precisamente deste lugar — e o miradouro leva oficialmente o seu nome.
O ambiente é de tal forma tranquilo que por vezes aparecem músicos a tocar; facilmente se ficam horas com uma bebida ao som da música. Antes de partir, espreitem a Igreja da Graça mesmo ao lado, do século XVIII, com o seu belo interior barroco em mármore cor-de-rosa.
O segundo miradouro é o da Nossa Senhora do Monte, o ponto mais alto da cidade, com uma panorâmica de 180 graus verdadeiramente espectacular. Há quem traga a sua própria bebida e se instale por aqui; há também uma carrinha a vender gelados e limonadas, perfeitos para descansar à sombra dos pinheiros. Um painel de azulejos identifica os principais monumentos da cidade — vale a pena ficar a aprender a topografia de Lisboa. Ao pôr do sol, este miradouro enche de gente à procura daquela luz dourada que tinge a cidade de cores únicas.
A poucos passos ficam alguns dos nossos apartamentos — as vistas das varandas são de perder o sentido.

Jardim da Cerca da Graça
Se quiserem fazer um desvio por um sítio mais secreto, desçam pela Calçada do Monte até ao Jardim da Cerca da Graça — um espaço verde delicioso com um quiosque, um pomar de laranjeiras, uma zona de brincadeiras para crianças e oliveiras encostadas à colina da Graça. É um sítio muito bonito onde os moradores do bairro passam o tempo, muitas vezes com os cães. Ideal para um piquenique.

São Vicente de Fora
Mais abaixo, na Rua da Voz do Operário, fica um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa: a Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora. Com origens no século XII, ligado à Ordem dos Agostinhos, o nome homenageia o santo padroeiro cujas relíquias foram trazidas do Algarve para este lugar. (fonte: Wikipedia). Vale a pena visitar a galeria interior da igreja, que é de entrada livre; por €5 podem explorar o interior do mosteiro, com uma colecção extraordinária de azulejos, o mausoléu onde repousam os antigos monarcas e vistas magníficas da torre. (fonte: Lonely Planet)

Feira da Ladra
Logo ali ao lado fica a mais antiga feira da cidade, a Feira da Ladra, que funciona às terças-feiras e aos sábados. Se apreciam caça ao tesouro vintage e antiguidades, este é o sítio certo: a feira é conhecida por uma variedade enorme, de bugigangas a azulejos, livros, mobiliário e tudo o que a imaginação puder conceber. É aliás um dos mercados mais antigos da Europa no seu género, com origens no século XII. Não percam também o painel de azulejos em torno do Campo de Santa Clara, uma composição colorida que retrata Lisboa em toda a sua beleza. No centro do largo há um jardim onde podem respirar e descansar das compras e do turismo — com quiosque e restaurantes nas imediações.

Panteão Nacional
A poucos passos da feira fica outro monumento nacional, o Panteão Nacional, antiga Igreja de Santa Engrácia, que é hoje o lugar de descanso eterno de algumas das maiores figuras da história de Portugal — entre elas o navegador Vasco da Gama e a fadista Amália Rodrigues. O edifício demorou quase 300 anos a ser concluído (fonte: Lisboa Cool), mas visto de perto percebe-se que é uma obra-prima. Subam até ao cimo da cúpula e encontrarão um terraço sublime onde a luz de Lisboa parece de sonho.

O bairro de Alfama
Toda a gente já ouviu falar deste lugar — um labirinto medieval de ruelas em calçada, muralhas mouriscas e escadarias que constituem uma das zonas mais preservadas de Lisboa. Uma aldeia agarrada a uma das colinas da cidade, tão bem construída que sobreviveu ao último grande terramoto. Aqui encontram fachadas coloridas, largos antigos e cheios de charme, com roupa acabada de lavar a secar nas paredes revestidas de azulejos. Há lojas, pequenos cafés e restaurantes com esplanada espalhados pelo bairro. Sim, vão cruzar-se com outros turistas — mas Alfama é, acima de tudo, um bairro residencial onde os verdadeiros lisboetas mantêm as suas raízes. E em Junho, todo o bairro se transforma numa festa de rua com cantorias, danças, copos e sardinhas assadas, em celebração do Santo António, padroeiro de Lisboa.

Miradouro de Santo Estêvão
Não deixem de visitar o Miradouro de Santo Estêvão, um miradouro escondido em Alfama mesmo ao lado da Igreja de Santo Estêvão. É um sítio muito tranquilo, aconchegado entre as escadas de Alfama e coberto de árvores — perfeito para descansar, ouvir os músicos de rua ou simplesmente contemplar a bela vista de Lisboa.
Temos um apartamento mesmo aqui, por isso vale a pena espreitar se quiserem ficar neste canto bonito de Alfama.
Sugestões de restaurantes

Cruzes Credo
Um café descomplicado e simpático, com um atendimento prestável e uma carta generosa. Tem um ambiente calmo e um toque vintage, que se estende a uma esplanada agradável mesmo ao lado da catedral, junto a uma fila de laranjeiras.
R. Cruzes da Sé 29 // 12h–00h – Todos os dias

Medrosa d'Alfama
Mesmo no coração de Alfama, este restaurante combina boa comida com uma experiência de jantar descontraída — sobretudo lá fora, com algumas mesas num largo muito bonito. Há muitas vezes música ao vivo, o que só torna o ambiente mais encantador.
Largo São Rafael 6 // 13h–00h – Quarta a Segunda // Encerrado às Terças // Medrosa d'Alfama

Agulha no Palheiro
Um sítio discreto perto do Museu Militar — sem sinalética cá fora, mas que se justifica só pela comida. O ambiente é descontraído, o mobiliário vintage, e como é pequeno está quase sempre cheio, por isso convém reservar. Os pratos para partilhar são de comer e chorar por mais.
R. Jardim do Tabaco 3 // 19h–00h – Quarta a Domingo // Encerrado Segunda e Terça // Agulha no Palheiro

Prado
Uma casa elegante no bairro da Sé, hoje um dos restaurantes mais falados e badalados da cidade. A decoração é cuidada, tal como o menu, com o reconhecido chef António Galapito à frente da cozinha. Pratos de partilha cheios de sabor, muitas vezes feitos com ingredientes frescos e da época.
Tv. Pedras Negras 2 // 12h–15h30, 19h–23h – Quarta a Sábado // 12h–17h – Domingo // Encerrado Segunda e Terça // pradorestaurante.com
Compras

Benamôr 1925
Uma marca histórica de Lisboa de cosméticos e produtos de higiene, com uma estética Art Déco no design das embalagens e no espaço. De cremes a sabonetes, geles e pasta de dentes — uma marca de beleza artesanal que cuida da pele portuguesa desde o início do século XX.
Rua dos Bacalhoeiros 20A // 10h–21h – Segunda a Sábado // 12h–20h – Domingo // Benamôr 1925

Prado Mercearia
Uma mercearia de design cuidado e bem organizada, a vender produtos locais tanto a lisboetas como a visitantes. É provavelmente a mercearia mais bonita em que vão entrar em Lisboa — vale a pena explorar com calma tudo o que têm lá dentro. Podem também sentar-se com uma bica e olhar pela janela.
R. Pedras Negras 35 // 10h–20h – Segunda // 10h–00h – Terça a Sábado // Encerrado Terça // Prado Mercearia



